APÓS 2 QUEDAS SEGUIDAS, SETOR DE SERVIÇOS CRESCE 2,4% EM NOVEMBRO

Com resultado, setor elimina perdas de setembro e outubro, e agora está 4,5% acima do patamar pré-pandemia. Recuperação, porém, é desigual: 3 das 5 grandes atividades ainda não recuperaram nível de fevereiro de 2020.

Após dois meses seguidos de queda, o volume de serviços prestados no Brasil cresceu 2,4% em novembro, na comparação com outubro, se recuperando da perda acumulada de 2,2%, mostram os dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No acumulado em 2021 até novembro, o volume de serviços avançou 10,9% frente a igual período do ano anterior. Em 12 meses, registra alta de 9,5%, contra 8,2% em outubro, alcançando a maior taxa da série histórica, iniciada em dezembro de 2012, salto que é explicado principalmente pelo tombo do setor em 2020.

3 DAS 5 GRANDES ATIVIDADES AINDA NÃO RECUPERARAM PATAMAR PRÉ-PANDEMIA

Os serviços de caráter mais presencial continuam os mais afetados pela pandemia, ao passo que os associados à tecnologia e logística viram sua receitas crescerem, se aproveitando da maior demandadas empresas por digitalização e impulsionado também pelo “boom” do comércio eletrônico.

EXPECTATIVAS

O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira e tem sido o mais atingido pela pandemia. Mesmo assim, foi o principal destaque de recuperação em 2021, impulsionado pelo avanço da vacinação e fim de boa parte das medidas de restrição para conter a disseminação da Covid-19.

No 3º trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) de serviços cresceu 1,1%, enquanto que a economia brasileira como um todo teve retração de 0,1%, o que colocou o país em recessão técnica.

A perda de fôlego da economia ocorre em um contexto de disparada da inflação, alta dos juros, queda de renda das famílias, aumento do endividamento, desemprego ainda elevado e preocupações com a situação das contas públicas.

A confiança empresarial cai em dezembro pelo segundo mês seguido, para o menor nível desde maio, segundo índice da FGV.

Na semana passada, o IBGE mostrou que a produção industrial teve a sexta retração mensal consecutiva em novembro e retrocedeu para patamar 4,3% abaixo do nível pré-pandemia.

O mercado projeta um avanço ao redor de 4,50% para o PIB em 2021. Já a previsão de crescimento para 2022 está em apenas 0,28%, e parte dos analistas fala em estagnação e até mesmo em retração.

Para a inflação, a expectativa é de uma taxa de 5,03% em 2022, o que pode representar um estouro do teto da meta pelo segundo ano seguido, após oIPCA registrar salto de 10,06% em 2021. Já a projeção para a taxa básica de juros da economia ao final de 2022 está em 11,75% ao ano.

Fonte: Site G1